Bio

Sou brasileira, investigadora e artista da dança e do movimento.

A dança que habita hoje em mim: quem a soprou, foi Jussara Miller, durante minha graduação em dança na UNICAMP em 2003. Mas ela vinha de antes, de Klauss Vianna; e foi para além. Antes do sopro, ainda na infância e adolescência, dediquei-me ao ballet na Escola de Ballet Coppélia de São Paulo.

Do sopro pra cá, continuei na insistência da investigação a respeito da Técnica Klauss Vianna, em uma especialização na PUC-SP onde fui aluna e monitora de Neide Neves, Luzia Carion, Marinês Calori e Jussara Miller. Posteriormente, a investigação seguiu em um mestrado na UNIFESP- Universidade Federal de São Paulo.

No mestrado, com orientação de Carlos Eduardo Ribeiro, tive a oportunidade de debruçar-me sobre o conceito de profanação apresentado pelo filósofo Giorgio Agamben para elaborar a hipótese de estimular o potencial político dos corpos por

meio das práticas da Técnica Klauss Vianna. Penso que amassar os usos e considerar a maneira como convidamos a uma formação são oportunidades de tecer um conhecimento que não hierarquiza e nem separa teoria e prática, e que mora no corpo e no movimento. A profanação é a cifra, ou imagem, que norteia uma estratégia de escorregamento para fora do controle dos dispositivos de poder da biopolítica.

Em 2016 e 2017 fui artista-orientadora no Programa de Qualificação em Dança da Secretaria da Cultura (Estado de São Paulo). Em 2017 fui supervisora pedagógica e professora de Técnica Klauss Vianna no curso de extensão Singularidade Somática oferecido na UFABC. Neste mesmo ano lançamos a Revista TKV, projeto no qual ainda atuo como membro do corpo editorial.

Desde 2016 integro a Incubadora - Plataforma de co-criações com Thiago Righi, músico e historiador, com quem investigo a criação de trabalhos híbridos entre dança e música em videodanças, trabalhos cênicos e jam sessions para idosos e famílias com crianças.

Entre outubro de 2017 e março de 2018 fui parte  do coletivo de artistas investigadores que percorreu o caminho da formação internacional O Risco da Dança, no c.e.m - centro em movimento, com orientação de Sofia Neuparth, Mariana Lemos, Peter Michael Dietz, Valentina Parravicini, Paula Petreca e Inês Ferreira. Neste mesmo período, tive contato com profissionais como Yola Pinto,  Sara Jaleco. Posteriormente, em estágio, dediquei-me ao adensamento do corpo na rua e no estúdio, tecendo caminhos-conversas entre o meu percurso de investigação e o potencial de trabalho que o c.e.m me revelou.

Ainda em 2018 ministrei a oficina “Dançando com a arquitetura do corpo”, no intuito de partilhar e co-criar uma possível arquitetura do corpo em estado de dança. Esta oficina foi oferecida em São Paulo-Brasil, como parte do projeto #poéticasderesistência Em Circulação da Cia Corpocena, contemplado pela 23ª edição do Programa Municipal de Fomento à Dança para a Cidade de São Paulo.

Em 2019 passo a integrar o corpo docente do Curso de Dança da Universidade Federal de Uberlândia como professora substituta, ministrando disciplinas de criação, educação somática, práticas corporais, dança-teatro, composição coreográfica e dança contemporânea. Ainda na mesma universidade coordeno, junto com o Prof. Dr. Jarbas Siqueira Ramos, a mostra Sala Aberta 2020 - Virtual, a ser realizada em novembro deste ano.

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©2019 Camila Soares